Ecos inundam a casa. A torneira goteja sonora na cozinha. O cortador de gramas do vizinho ronca porta afora. Latidos entram pela janela e se misturam aos cochichos da televisão. Na parede, o relógio tique taca compassado. Sons normais. Sons cotidianos. Inofensivos. Ao menos, ao que parece. Para uma parcela da população estes sons podem